segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Elementos da Análise do Discurso na propaganda da Chapinha Wet2Straight


SUJEITO - Chapinha Wet2Straight


CONTEXTO- Que todas as mulheres, e até a monalisa, poderia alisar seu cabelo


ENTRECRUZAMENTO DE VOZES- O jogo do texto com a imagem, tenta colocar uma pitada de humor na propaganda enquanto passa que a chapinha Wet2Straight alisa, e como todas as mulheres podem usar.


IDEOLOGIA - A propaganda da chapinha mostra como o cabelo alisado pode fazer parte da vida de todas as mulheres








Postado por: Luciana Marques

Elementos da Análise do Discurso na propaganda do carro Celta



SUJEITO - Chevrolet


CONTEXTO- O novo celta nova geração, como a escolha certa.


ENTRECRUZAMENTO DE VOZES - A Chevrolet, escolheu o personagem cebolinha que troca o R pelo L para fazer um jogo onde passa para o consumir que a escolha Celta, é ceRta


IDEOLOGIA - A propaganda defini que o Celta é a escolha certa.






Postado por: Luciana Marques

CAMPANHA DOVE BELEZA REAL

INTRODUÇÃO

Lançada em 2004, em muitos paises a Campanha pela Real Beleza Dove continua a investir na  divulgação e campanhas de mídia que nos mostram diretamente o quanto estamos equivocados com a atual realidade de nossas percepções de beleza e imagem corporal. 

A campanha tinha foco na melhoria daqualidade de vida das mulheres e auto estima. a beleza real se trata da beleza sem ilusões, ou seja, o produto destinado a mulheres de verdade e não estiótipos, comunmente vistos em milhares de produtos espalhados por todo mundo. Esta campanha visa desmascarar litralmente a faceta das capanhas já " batidas" de que mulher bonita tem que ser exemplo de prosperidade e positividade no resultado da capanha e nas vendas dos produtos.

SUJEITO

Seria a beleza Real: Mulhres, o cliente em potencial mulheres que tenham um padrão de beleza aceitável a realidade que não é imposta pela mídia apelativa.

HETEROGEINDADE MARCADA

Neste caso explicitamente está voltada a questão do aumento da autoestima e desenvolvimento da qualidade de vida das mulheres.

IDEOLOGIA

Por sinal, de forma até repetitiva, seria a Beleza Real, a beleza na qual a mulhere em sua generalidade não está ilusioriamente acostumada a ver, mas a beleza que vem de dentro de cada uma delas. Nada mais é a questão da auto estima.

Para melhor ilustrar a campanha segue abaixo comercial DOVE - BELEZA REAL

video

Para entender melhor sobre o assunto exponho aqui meu breve comentário sobre a ánalise do discurso:

O sujeito da Análise do Discurso não é o sujeito das Ciências Exatas, que se diz capaz de explicar o objeto através de um conhecimento imparcial. Um sujeito que está no exterior da realidade pesquisada e que observa o fenômeno com a distância suficiente para assumir um comportamento neutro diante do fato. Para a Análise do Discurso, o sujeito do discurso é histórico, social e descentrado. Descentrado, pois é cindido pela ideologia e pelo inconsciente. Histórico, por que não está alienado do mundo que o cerca. Social, por que não é o indivíduo, mas àquele apreendido num espaço coletivo. “O sujeito de linguagem é descentrado, pois é afetado pelo real da língua e também pelo real da história, não tendo o controle sobre o modo como elas o afetam
Contexto é a relação entre o texto e a situação em que ele ocorre. É o conjunto de circunstâncias em que se produz a mensagem - lugar e tempo, cultura do emissor e do receptor, etc. - E que permitem sua correta compreensão. Também corresponde onde é escrita a palavra, isto é, a oração onde ela se encontra. Sendo assim, o contexto de uso é definido pelo ambiente imediato em que determinado texto está sendo produzido. Este conceito é usado para explicar por que certos textos são ditos ou escritos em ocasiões particulares e por que outros não podem ser. A partir do momento em que o falante lê e ouve, ele faz previsões acerca do que será reproduzido em seguida, influenciado pelo contexto da interação.
O discurso em si é uma construção lingüística atrelada ao contexto social no qual o texto é desenvolvido. Ou seja, as ideologias presentes em um discurso são diretamente determinadas pelo contexto político-social em que vive o seu autor. Mais que uma análise textual, a análise do Discurso é uma análise contextual da estrutura discursiva em questão.
O entrecruzamento de vozes acontece quando há a participação de dois sujeitos em um mesmo discurso, se entrecruzando, mas não havendo desarmonia textual e coerente no texto.
A heterogeneidade marcada, é toda idéia que está explicita no texto, que não necessita da compreensão contextualizada da coisa ou tema abordado no discurso. A heterogeneidade não marcada é aquela está implícita no discurso, ou seja, um sentido mais além do se faz necessário a leitura.
A ideologia por sua vez é a concepção de vida que eu sigo, minha cultura e  tradição que servirá de crítica para embasamento do meu discurso.
Discurso é o levantamento do questionamento transferido em idéias e argumentações e porque não em críticas elencando etapas de análise do referido discurso e seu tema abordado.

Editado e postado por: Deinny Martins

Elementos da Análise do Discurso na propaganda da pasta de dente Colgate



SUJEITO- Colgate


CONTEXTO- Como essa pasta de dente é boa para bocas sujas


ENTRECRUZAMENTO DE VOZES- O texto transmite a mensagem de que Colgate é ótima até para quem tem a boca suja, no sentido de falar palavrões.


IDEOLOGIA- Como a pasta de dente Colgate pode 'limpar' a boca de uma pessoa.








Postado por: Luciana Marques

Elementos da Análise do Discurso presentes na propaganda da NATURA




SUJEITO - Natura
CONTEXTO - A propaganda faz referência aos produtos da linha Amó. Uma linha de fragrâncias inspirada em Chamegos, Amassos e gestos, que colocam o amor em movimento.
ENTRECRUZAMENTO DE VOZES – O vídeo demonstra os carinho que existe entre as pessoas no seu cotidiano, uma forma de demonstrar o seu sentimento mesmo que seja em um pequeno gesto, que possa fazer a sua companhia mais feliz.
HETEROGENEIDADE - Tanto o texto como o vídeo demonstra que a linha de perfumes podem ser usadas tanto por homem como para mulher.
IDEOLOGIA - A Natura passa a ideologia que um perfume pode fazer com que as pessoas lembrem do seu amado, lembrando de um gesto de carinho com esse cheiro.


Postado por: Stenyo Guimaraes

Elementos da Análise do Discurso na propaganda da Chapelaria do Zéca


SUJEITO - Chapelaria do Zéca


CONTEXTO - Como um chapéu pode fazer diferença


ENTRECRUZAMENTO DE VOZES - O texto transmite a mensagem que uma pessoa pode acabar se transformando em outra se estiver com um chapéu. O jogo do texto com a imagem reforça a informação. A primeira imagem sem o chapéu, mostra o Hitler, já a segunda imagem com o chapéu, Charles Chaplin.


IDEOLOGIA - A propaganda da Chapelaria do Zéca, mostra como ela pode fazer diferença em mudar a aparência de uma pessoa.










Postado por: Luciana Marques

Elementos da Análise do Discurso na propaganda do SPRITE ZERO






SUJEITO - Sprite Zero

CONTEXTO - A nova versão do refrigerante, agora sem açúcar.

ENTRECRUZAMENTO DE VOZES -  O texto transmite a mensagem de que o refrigerante continua com o mesmo sabor, mas totalmente livre de calorias. O jogo do texto com a imagem reforça a informação, pois passa a idéia de transparência e verdade.

IDEOLOGIA - O Sprite defende a idéia de que é ideal para quem gosta de refrigerante e não quer engordar, já que o novo Sprite tem ZERO  de açúcar.



Postado por: Ribamar Silva

Elementos da Análise do Discurso presentes na propaganda da ARTEX



SUJEITO - Artex

CONTEXTO - A propaganda faz referência à qualidade do seu produto, que além de ter vários modelos, todos proporcionam conforto.

ENTRECRUZAMENTO DE VOZES - O texto informa que os produtos Artex são confortáveis ao falar "Modelos de A a ZZZZZZZ", onde faz referência ao sono. A imagem da menina dormindo completa o sentido de conforto.

HETEROGENEIDADE - Tanto o texto como a imagem passam a mensagem de que os produtos são confortáveis.

IDEOLOGIA - A Artex passa a ideologia de conforto e bem estar que seus produtos oferecem.




Postado por: Gregório Vaz

Ensaio - Análise do Discurso acerca da campanha “NIKE CORRE”








1.Introdução

O trabalho em estudo é resultado de uma análise da Nike inserida em blogs, televisão e outdoors com o propósito de saber o foco realizado nessa campanha, com base na Análise do Discurso de linha francesa, compreender como e a quem se dirige o discurso da marca citada.
Graças à Análise do Discurso, percebemos sujeito como os corredores profissionais e não profissionais que buscam participar do evento e o contexto onde esta marca circular como aproveitando a proximidade do Dia Mundial sem Carro e da Virada Esportiva de São Paulo, é interessante falar de uma ação, considerada muito bacana, que a Nike está fazendo para incentivar a participação das pessoas na próxima Nike10k, que acontecerá no dia 11 de novembro.
Atrair as pessoas para uma maratona de 10 km não é uma tarefa fácil, afinal é um desafio que exige certo preparo. Daí vem à cabeça: o público é reduzido, já que poucas pessoas estão preparadas, certo? Errado. Se as pessoas não estão prontas para correr, por que não prepará-las para a prova?  
Para isso, a Nike começou o movimento Nike Corre. Dividiu o público da maratona em três grupos de corredores: “Os Corredores que não correm”, “Aves de Fogo” e “Cartel Endorfina”. Cada um deles com estilos de vida e tolerância a corridas diferentes e, por isso, com objetivos diferentes:
Cada grupo possui um programa de treinamento diferente, contando inclusive com 3 treinos semanais para cada um deles. Além disso, o blog Nike Corre traz notícias, programas de treinamento e outras informações para os corredores. Isso sim é envolver o consumidor não só com produtos, mas também com experiência e conteúdo.   

Este estudo foi realizado com o objetivo de reconhecer as diferentes vozes presentes no discurso da Nike, mediada pela agência responsável pela ação foi a F/Nazca, agência conhecida por criar peças de varias empresas conhecida, campanhas que ganham prêmios.

2.Desenvolvimento

De acordo com Bakthin(1997), todo discurso é polifônico, isto é, permeado por diversas vozes,muitas das quais implícitas, cabendo ao analista do discurso descobrir quais vozes – ou sujeitos, estão presentes no discurso e quais os marcadores discursivos. Ele propõe o princípio dialógico da linguagem, asseverando que o texto é para o autor “um tecido de muitas vozes que se entrecruzam, e se complementam”. Dessa forma, o sentido da propaganda só é estabelecido quando se identificam as diferentes “vozes”, os diferentes “outros” que a constituem e seus possíveis intercruzamentos. Na análise do presente trabalho, as vozes foram reconhecidas a partir do princípio da heterogeneidade mostrada, em especial por meio da pressuposição, do discurso indireto e do slogan. 
Com relação à heterogeneidade, entendemos que a marcada é tudo que fica explicito no texto, facilitando o entendimento, a não marcada é o que fica subentendido, não estando totalmente entendido mas que seja percebido com a leitura.
No caso do movimento proposto pela Nike, ao vermos o slogan da campanha, percebemos a principio que o público foi separado em três grupos entre os não preparados, os preparados e os profissionais. E a marca ainda caracteriza cada grupo; os não preparados sabendo que não chegarão em primeiro lugar mas comemorarão como se tivessem feito, os preparados que fazem as pazes com a corrida e indicados até como renascendo das cinzas como a fênix e por fim, os profissionais que nunca dizem não às oportunidades e estão sempre dispostos a bater mais um recorde.
Desse modo, com base nos pressupostos encontrados na Análise do Discurso e reconhecendo os diferentes outros através das particularidades da heterogeneidade mostrada, o discurso analisado foi se constituindo e, assim, nota-se que certamente há uma ideologia dominante, nesse caso o do esporte, que se manifesta através da iniciativa de levar todos para maratona até os ‘corredores que não correm’, conduzindo-os a participarem e logo, adquirirem produtos da marca.

3.Resultado
                                                
Em se tratando da Análise, vale ressaltar que o blog onde se insere o anúncio, é voltado a estudantes de publicidade e publicitários que buscam informações sobre atualidades que falam além de propaganda. Os posts diários também falam de arquitetura, tendências, design, criatividade, fotografia, cultura pop, notícias, sonhos impossíveis e outras coisas que estimulem a criatividade humana.
Em se tratando dos meios de divulgação, estes estão disponibilizados em fontes de interesses não só de pessoas que costumam praticar atividades físicas, mas desperta, além disso, a curiosidade dos que não praticam. Jornais, revistas, internet e outdoors são os meios de fácil acesso, que facilitam o público alvo ter acesso ao evento. No que diz respeito à internet, entendemos que o blog que divulga, possui grande valor, pois quase todos que não correm profissionalmente têm acesso, por trabalhar e ter tempo de correr apenas por distração e possibilitar a participação em uma corrida de menores proporções.
A partir dessas observações, é notável o entrecruzamento dos discursos do esporte e do prazer que pode ser praticá-lo, através da acessibilidade que foi disponibilizada para todos fazerem parte dessa proposta da Nike. Assim, vendo a oportunidade de estar participando do movimento, da questão do ‘esporte pela saúde’, o público depois da primeira vez, pode começar a incluir Nike Corre na sua rotina, e assim, comprar os produtos da marca.
A campanha Nike Corre serve para a divulgação dos produtos com os corredores amadores e demonstrar que a marca não está no mercado apenas para ajudar ou servir a corredores profissionais, mas também mostrar que um corredor amador tem chance de participar de uma corrida na qual possa ser considerado profissional, mesmo não sendo uma prova longa, ou então, passar a adquirir esse hábito para levar uma vida mais saudável.
O movimento se torna ainda mais interessante por não haver um limite de faixa etária, reunirá crianças, jovens, adultos e até mesmo idosos. Digamos que uma ‘reeducação esportiva’, pois a proposta não é somente a maratona, mas há todo um processo de interação com o público, com o blog, com os treinos semanais para cada um dos 3 grupos, notícias e outras informações que o cliente passará a ter a partir do momento que aceitar fazer parte da campanha.


4.Considerações Finais

Levando em consideração o fato de que a publicidade é uma atividade profissional dedicada à difusão pública de idéias associadas a empresas, produtos ou serviço e a análise do discurso tem seu sentido construído seja por meio da heterogeneidade marcada através de slogan, pressuposição, discurso indireto, seja por meio de formações discursivas como as informações cedidas ao público, os treinamentos, e a oportunidade não só para profissionais, mas também aos considerados não preparados.
Compreendemos que o texto publicitário em estudo revela-se como ideológico a partir de não utilizar apenas o produto dentro desse movimento, mas dar credibilidade ao público com as informações, treinamentos, programas e notícias a fim de envolver usando experiência e conteúdo.


5.Referências

PINELLI, Daniele Maximo Plens, A heterogeneidade discursiva na  propaganda de cosméticos da Avon, São Paulo: 2006.



Autores: 
Stenyo Guimaraes¹   
Luciana Marques²

______________________________________________
¹Estudante de Comunicação Social Habilitado em Publicidade e Propaganda/CEUT- Centro de Ensino Unificado de Teresina-PI
²Estudante de Comunicação Social Habilitado em Publicidade e Propaganda/CEUT- Centro de Ensino Unificado de Teresina-PI





Postado por: Luciana Marques

NATAL DIGITAL




O vídeo mostra de uma forma divertida a adaptação da história à modernidade.
A diversão encontra-se no entrecruzamento da história do Natal com o que há de moderno em tecnologia, com intenção de divertir e ao mesmo tempo passar os votos de Natal, mas de uma maneira diferente e bem atual.


Postado por: Gregório Vaz

Elementos da Análise do Discurso presentes na propaganda - ITAÚ SEGUROS

Vamos identificar os elementos da AD presentes na seguinte propaganda:




SUJEITO - Itaú Seguros

CONTEXTO - A propaganda utiliza a imagem do Papamóvel para passar credibilidade à empresa. Dessa forma, passa a mensagem de que se o Papa contrata os serviços da Itaú Seguros é porque o serviço oferecido é de qualidade.

ENTRECRUZAMENTO DE VOZES - A imagem do Papa em seu papamóvel, que fez o seguro do automóvel no Itaú, passa a credibilidade e a importância da empresa em questão. O texto reforça a mensagem, pois fala que o Papa está prevenido contra qualquer problema com seu papamóvel. Então, se até o Papa confia no trabalho dessa seguradora, devemos confiar também.

HETEROGENEIDADE MARCADA - A empresa utiliza a imagem do Papa para fortalecer sua credibilidade.

HETEROGENEIDADE NÃO MARCADA - A mensagem implícita de que também podemos confiar na Itaú Seguros.

IDEOLOGIA - A Itaú Seguros defende a ideologia de segurança, passando a mensagem de que é a preferida do Papa, e a ideal para o cliente.




Postado por: Gregório Vaz


domingo, 12 de dezembro de 2010

Elementos da AD na propaganda do SPRITE

 Elementos da Análise do Discurso presentes na propaganda:





SUJEITO - Refrigerante Sprite.

CONTEXTO - O refrigerante em questão é o ideal para o público alvo, que são os jovens ou usuários de internet, pois se adapta ao estilo de vida desse público.

ENTRECRUZAMENTO DE VOZES - O texto mostra explicitamente o comportamento do público alvo, e a adaptação do Sprite a esse comportamento. A imagem mostra que o Sprite é o melhor refrigerante para estar presente no dia-a-dia dessas pessoas. O slogan da Sprite, "As coisas como são", mostra a naturalidade com que o assunto é tratado.

HETEROGENEIDADE MARCADA - Encontra-se na adaptação do Sprite para impressionar e conquistar o seu público alvo.

IDEOLOGIA - O refrigerante Sprite defende a ideologia de é o ideal para todos os diversos momentos, até mesmo em uma conversa pela internet.




Postado por: Ícaro Tácito

Sociedade e consumo: análise de propagandas que influenciam o consumismo infantil

RESUMO

O estudo realizado neste trabalho tem como objetivo a análise de algumas propagandas infantis veiculadas na televisão, tanto antigas quanto recentes. Buscamos analisar suas relações entre a criança e o consumo por meio da mídia fazendo uso uma pesquisa explicativa. Além do consumismo, percebemos que há propagandas que incentivam precocemente as crianças à vaidade, à erotização, à má alimentação, ao egoísmo. Apesar da existência de lei restritiva à publicidade dirigida ao público infantil, as empresas preferem arriscar sofrerem sanções a deixar de promover os seus produtos. Dessa forma, percebe-se o grande número de denúncias repreendendo esses comerciais abusivos.
Palavras-chave: Sociedade. Propaganda. Consumo infantil. Mídia.

1 INTRODUÇÃO

Sociedade de consumo é uma expressão utilizada para se referir à sociedade contemporânea. Consumir, seja para a satisfação de "necessidades básicas" e/ou "supérfluas", é uma atividade presente em toda e qualquer sociedade humana. Para alguns autores, a sociedade de consumo é definida por um tipo específico de consumo. Para outros, englobaria características sociológicas, como a presença de moda, sentimento permanente de insaciabilidade.
Nas sociedades tradicionais de outrora, a unidade de produção como a de consumo era a família ou o grupo doméstico. As famílias produziam em grande parte para o consumo próprio, sendo a sociedade composta por grupos de status definidos pelas roupas, atividades de lazer, padrões alimentares, dentre outros.
Hoje existe uma multiplicidade de grupos, tribos urbanas e indivíduos criando as suas próprias modas. Cada um faz as suas próprias escolhas segundo o seu senso estético e conforto. Independentemente da posição social, idade e renda, a pessoa pode ser quem ela escolher. Os produtos similares ou "piratas" permitem que estilos de vida sejam construídos e desconstruídos, lançados ao mercado e utilizados por pessoas cujas rendas certamente não são compatíveis com o uso de muitos deles nas suas respectivas versões originais. O estilo de vida na cultura do consumo reflete a individualidade, autoexpressão, estilo pessoal e autoconsciente.
Dessa forma, houve uma mudança nos padrões de consumo, passando de uma atividade familiar para uma atividade individualista – o direito de escolha. Houve também uma transição do consumo de pátina, que corresponde a um ciclo de vida mais longo do objeto, conferindo tradição, nobreza, status aos proprietários, passando de geração a geração, a exemplo dos nobres ingleses que consumiam pratarias, objetos de madeiras nobres. Hoje, ao contrário, temos o consumo de moda que expressa temporalidade de curta duração, pela valorização do novo e do individual. Tem como princípio o gosto pela novidade.
No ponto de vista de alguns autores, a sociedade do consumo é vista de forma negativa, que é uma sociedade materialista, pecuniária, na qual o valor social das pessoas é representado pelo que elas têm e não pelo que elas são. Ao passo que, em uma visão positiva, predomina, nessa sociedade, a autonomia e a soberania do consumidor.
A cultura do consumidor é impessoal no sentido que as mercadorias são produzidas para um mercado de massas e não para indivíduos específicos. Também é universal, pois, em princípio, todos nós somos livres e iguais e podemos adquirir o que quisermos.
Ser consumidor é fazer escolhas do que comprar, de como pagar e gerir o seu dinheiro sem qualquer interferência institucional ou de terceiros. As necessidades dos consumidores são ilimitadas e insaciáveis. Sendo uma consequência da sofisticação, da imaginação e da personalização dos desejos e necessidades, e também da exigência do sistema capitalista para a sua própria sobrevivência.
Para Campbell, por meio do consumismo moderno, procura-se mais a gratificação da emoção e do desejo do que a satisfação de necessidades. Acredita no caráter individualista em que os indivíduos decidem por si mesmos que bens e serviços desejam obter. Para ele, a insaciabilidade dos consumidores caracteriza a sociedade de consumo. Assim, quando um desejo ou "necessidade" é satisfeita, outra já se acha à espera. Não é a permanência de um sentimento de insatisfação, de um "eterno querer mais", mas a existência de uma insaciabilidade para com novos produtos. A atividade fundamental do consumo não é a seleção, a compra ou o uso dos produtos, mas a procura do prazer imaginativo a que a imagem do produto se empresta, sendo o consumo verdadeiro, em grande parte, um resultado desse hedonismo mentalístico. O desejo dos consumidores é experimentar na vida social os prazeres vivenciados na imaginação e cada novo produto é percebido como oferecendo uma possibilidade de realizar essa ambição.
No Brasil, a literatura sobre consumo ainda é pouco conhecida, tendo bastante influência dos autores que comentam sobre a sociedade europeia e norte-americana. Ainda assim, identificam-se quatro versões sobre sociedade de consumo. Na primeira, o consumo aparece como intimamente ligado à dominação capitalista. Na segunda, é visto como oposto à sociabilidade. O consumo tem uma visão essencialmente materialista e em desejos irracionais por mercadorias que levam às pessoas a se preocuparem mais com os bens do que os demais seres humanos, afetando e diminuindo a parcela de humanidade em cada um de nós. Na terceira, coloca o consumo em oposição à autenticidade. O aumento de consumo é acompanhado por uma perda de autenticidade e de profundidade das pessoas, caracterizada por uma relação irracional com a cultura material. E, por fim, a quarta diz que o consumo "produz" tipos humanos específicos. O consumo induz as pessoas à imitação, à competição por status como um dos principais modos de relações sociais, ao individualismo.
Com base nesse contexto, o presente trabalho visa fazer uma análise das propagandas que influenciam diretamente o consumismo infantil.

2 O CONSUMISMO INFANTIL

As crianças brasileiras são as que mais passam tempo em frente à TV em todo o mundo. Esse dado é de uma pesquisa francesa, a Eurodata TV Worldwide, do ano de 2005, que comparou o tempo médio gasto pelas crianças em frente à TV em países como Estados Unidos, Indonésia, Itália, África do Sul, Espanha, Reino Unido, França e Alemanha, além do Brasil. Os brasileirinhos superaram até mesmo as crianças americanas, pois permanecem até 3 horas e 31 minutos por dia assistindo TV. Segundo o Painel Nacional de Televisão IBOPE (2005), esse tempo é ainda maior: 4 horas 51 minutos e 19 segundos. Num país onde crianças de 4 a 14 anos representam 37.245.906 dos brasileiros, quase 22% da população do país, ainda 78% delas vivem em situação domiciliar urbana, ou seja, mais próximas aos bens de consumo e expostas à comunicação publicitária dirigida a esse segmento em todos os meios de mídia. Neste país, é possível perceber que a televisão continua sendo a principal fonte de entretenimento das crianças, conforme tabela abaixo:

Tabela - População residente, por situação do domicílio e sexo, segundo os grupos de idade - Brasil
Grupos de idade
População residente
Total
Homens
Mulheres
Situação do domicílio e sexo
Urbana
Rural
Total
Homens
Mulheres
Total
Homens
Mulheres
Total
169 799 170
83 576 015
86 223 155
137 953 959
66 882 993
71 070 966
31 845 211
16 693 022
15 152 189
0 a 4 anos
16 375 728
8 326 926
8 048 802
12 760 820
6 490 364
6 270 456
3 614 908
1 836 562
1 778 346
10 a 14 anos
17 348 067
8 777 639
8 570 428
13 530 190
6 803 898
6 726 292
3 817 877
1 973 741
1 844 136
Fonte: IBGE, Censo Demográfico 2000.
O interesse da publicidade e da mídia sobre a criança e o adolescente surge no Brasil entre as décadas de 70 e 80. Com o surgimento desse segmento a publicidade procura usar ações diretas e indiretas para seduzir a criança e torná-la consumidora de bens e serviços. Este fenômeno surge ao mesmo tempo em que a televisão destaca a programação infantil em sua grade. Logo, a criança deixa de ser interesse exclusivo dos pais e educadores, passando a alvo do interesse da mídia, da propaganda e do marketing, conforme Sampaio (2000).
A publicidade voltada ao público infantil é abusiva e ilegal, pois viola o disposto nos artigos 36 e 37 do Código de Defesa do Consumidor como também as regras de defesa dos direitos da criança postas na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e do Adolescente. Mas é notório que elas existem, e com muito mais força em datas festivas como no Natal e principalmente no Dia das Crianças, que foram criados com a intenção puramente comercial. As crianças são alvos publicitários fáceis de convencer. Os trinta segundos (tempo básico das propagandas na televisão) são suficientes para uma marca influenciar o público infantil. O mundo das crianças é cheio de fantasias. Elas consomem um comercial com a mesma intensidade de um desenho animado, pois não conseguem distinguir a propaganda do programa a que assistem. O segmento infantil é atrativo para a publicidade também pelo fato de que 80% das crianças detêm o poder de compra dentro de suas casas.
Para Marx, ideologia é um conjunto de ideias e conceitos que corresponde aos interesses de uma classe social. O consumo é uma ideologia imposta sobre as sociedades capitalistas e que atinge profundamente as crianças. Ao serem expostas a comerciais de TV dirigidos especificadamente a elas, é como se automaticamente despertasse nelas o desejo de consumir determinado produto ou serviço. Esse é o conceito de fetiche de Marx. Ele ainda afirmou que o fetiche é um produto de propriedade e domínio do capitalismo, em que as empresas capitalistas produzem imagens consideradas ideais para que o consumidor seja induzido a comprar estes determinados produtos.
Considerando a propaganda – especificamente aquela exposta na mídia televisiva – ser o principal canal influenciador do consumismo infantil, realizamos uma pesquisa explicativa de análise de propagandas recentes ou antigas que demonstram essa influência.

3 METODOLOGIA DE PESQUISA

A pesquisa realizada nesse trabalho enquadra-se como pesquisa explicativa, pois tem como preocupação central identificar os fatores que determinam ou que contribuem para a ocorrência do fenômeno, especificamente o consumo infantil. Esse é o tipo de pesquisa que mais aprofunda o conhecimento da realidade, porque explica a razão, o porquê das coisas, conforme Gil (1999). O conhecimento científico está baseado nos resultados oferecidos pelos estudos explicativos. A pesquisa explicativa nas ciências sociais apresenta muitas dificuldades, podendo recorrer também a outros métodos, como o observacional. A maioria das pesquisas desse grupo pode ser classificada como experimentais e ex-post facto. Analisaremos as propagandas inseridas na programação dos canais abertos da TV brasileira durante a semana antecedente ao dia das crianças e também algumas propagandas que marcaram claramente o apelo para o consumo infantil.

4 LEVANTAMENTO E ANÁLISE DE DADOS

4.1 PROPAGANDAS VEICULADAS DURANTE A SEMANA DO DIA 04 AO DIA 11 DE OUTUBRO DE 2008
Apesar da publicidade dirigida ao público infantil ser proibida pelo ordenamento jurídico do nosso país, muitos anúncios foram feitos durante a semana que antecedeu o Dia das Crianças deste ano.
Para o levantamento de dados, concentramos a atenção sobre os programas infantis das manhãs nos canais abertos SBT e GLOBO. Foram analisados os intervalos comerciais durante os horários de 8h30 às 12h. Os intervalos comerciais têm em média 5 minutos e meio de duração, e durante todo o horário da manhã foi uma variação de 7 a 12 intervalos comerciais. Durante esse período, mais da metade dos comercias foram dirigidos às crianças, chegando a intervalos completos de propagandas somente de temas infantis. Esses comercias têm em média 15 segundos, e os mais longos (30 segundos) apareceram com os comerciais da boneca Barbie.
Os anúncios são direcionados com mais frequência às meninas, e dentre os temas abordados estão bonecas, jogos, sapatos, brinquedos, roupas, lojas de departamentos, shoppings e alimentos. Constatamos também anúncios inseridos dentro dos programas infantis, como por exemplo, no programa "Bom Dia & Cia" e "Carrossel Animado" do SBT, com os apresentadores anunciando produtos como vídeo games, jogos, brinquedos, bonecos, entre outros.
A seguir, descrição dos temas nos intervalos comerciais e as inserções em cada dia analisado:
TEMAS
04/10
05/10
06/10
07/10
08/10
09/10
10/10
11/10
Bonecas
10
10
8
12
6
14
10
10
Jogos
4
6
8
10
4
6
10
4
Sapatos (Tênis, Sandálias)
8
10
6
10
8
8
6
8
Brinquedos (Pia, Pets,...)
10
12
16
14
10
8
12
12
Roupas
4
2
4
6
4
4
4
6
Alimento (Bolachas, chocolates, chicletes, fast-food)
12
12
10
8
12
10
6
16
Barbie
8
10
8
6
10
8
8
10
TOTAL
56
62
60
66
54
58
56
66
São cerca de 40 minutos diários de propagandas infantis nesse período da manhã. Cada intervalo teve uma variação de 4 a 15 comerciais, dependendo do tempo de cada intervalo.
São marcas nacionais e importadas. Provavelmente crianças bem pequenas já sabem o que são os bonecos Max Steel, ou Action Man, os carros Hot Wheels, cachorrinhos Littles Pet Shop, bonecas Barbie Girl. São comuns também anúncios chamando crianças a se dirigir a uma rede de fast-food para colecionar brinquedos.
4.2 COMERCIAIS
Frases marcantes: "O poder que você tem de colorir o mundo", dos Calçados Pampili; "Quer?" do Danoninho; "Criança gosta de comprar roupa sim!" das Lojas Avenidas; assim estão sendo veiculados os comerciais na TV. São com slogans cada vez mais apelativos que as empresas atingem as crianças. Em seus comerciais, a Barbie ordena: "Seja o que você quiser", ou seja: "Você é livre para inventar seu próprio destino"; "Faça o que você quiser", desde que a sua aparência seja como deve ser. A seguir, descrevemos alguns comerciais que observamos durante essa semana anterior à semana da criança.
4.2.1 Comercial 1: "Barbie Girl – Tranças e Mechas"
Imagem: Inicia-se com a música tema da Barbie - Tranças e Mechas. A música fala sobre mudar o "visual". Aparecem meninas com suas bonecas e acessórios que mudam tanto os cabelos delas como os das bonecas.
Essa propaganda estimula brincadeiras baseadas no ato de consumir, a vaidade precoce, glamour, ao requinte, adiantando fases da vida adulta. No comercial as meninas possuem todas as bonecas e acessórios, porém na realidade são vendidas separadamente. Crianças não aceitam apenas a boneca, querem também tudo o que aparece na propaganda. Ir às compras como brincadeira é um incentivo ao consumismo. Sabemos que a boneca Barbie representa um padrão de beleza que a sociedade impõe como referencial a ser seguido, com medidas corporais "perfeitas".
4.2.2 Comercial 2: "Claro – Promoção de Natal 2007"
Imagem: Meninas com celulares nas mãos, reunidas na sala próximo a uma árvore de Natal, quando toca o de uma delas, anunciando a chegada de uma mensagem do namoradinho. Ela comenta: "Menino gruda no pé, né? Agora com a promoção da Claro a 6 centavos o minuto, ele liga toda hora." Quando assiste TV, quando brinca de boneca. A amiga comenta que é muita pressão e a outra diz que daqui a pouco ele vai querer casar. Então, mesmo reclamando, a menina relata que gosta do namorado desesperadamente.
Essa campanha estimula a erotização precoce e como consequência desse processo pode trazer um aumento dos índices de gravidez na adolescência. Isso ocorre pela imaturidade das jovens em controlar os seus impulsos sexuais e assumirem um relacionamento amoroso. Segundo a Claro, a principal intenção era a confraternização das crianças num ambiente festivo, representando a época natalina. No entanto, ela incentiva o consumismo de tecnologia cada vez mais cedo no público infantil.
Também relembramos aqui alguns comerciais que tiveram problemas e foram retirados do ar rapidamente pelo seu conteúdo apelativo ao consumo, e também alguns que reputamos apelativos, porém, vinculados sem problemas na televisão.
4.2.3 Comercial 3: "Eu tenho, você não tem" - Tesourinhas Mickey e Minnie da Mundial
Imagem: Menina loira de olhos azuis, mais ou menos 6 anos (idade escolar) em close no rosto. Ela segura uma tesourinha do Mickey e mostra para câmera repetindo várias vezes a frase, cantando: "Eu tenho, você não tem". Também faz o gesto de mostrar a língua. Ao final o locutor fala: "Chegaram as tesourinhas Mickey e Minnie da Mundial Só você ainda não tem."
Esse comercial influenciou negativamente o público infantil, pois estimulava comportamentos antissociais por parte dos menores, induzindo seus responsáveis a adquirirem o produto, sob pena de se sentirem inferiorizados perante seus amigos. A propaganda influenciava o comportamento dos filhos para a competição e desenvolvimento de um espírito egoísta representada por expressões como: "isto é meu e não empresto", ou "isto é meu e não deixo ninguém brincar", ou ainda "eu tenho e você não tem".
4.2.4 Comercial 4: "Compre Baton" – Chocolates Garoto
Imagem: Menina com uma toalha na cabeça, sentada segurando um chocolate Baton pendurado a um fio, em gesto de hipnotizadora. Diz: "Amiga dona-de-casa, olhe fixamente nesse delicioso chocolate. Toda vez que a senhora sair de casa com seu filho, vai ouvir minha voz dizendo: ‘Compre Baton. Compre Baton. Seu filho merece Baton.’ Agora a senhora vai acordar." Ela estala os dedos e continua dizendo: "...mas vai continuar ouvindo minha voz: Compre Baton...". O locutor então diz: "Baton. O chocolate da Garoto que não sai da boca, nem da cabeça."
O Instituto Alana alegou que esse comercial influenciava as crianças ao consumo de produtos não saudáveis, podendo desenvolver o aumento da obesidade infantil e doenças crônicas como diabetes e hipertensão. Segundo Isabella Henriques, coordenadora geral do Projeto Criança e Consumo, "A publicidade passa valores consumistas e propaga a ideia de que para ''ser’ é necessário ''ter’. Quando dirigida às crianças, é nociva porque elas não compreendem seu caráter persuasivo. Se a publicidade diz que determinado produto é essencial para a sua vida, elas acreditam".
4.2.5 Comercial 5: "Colecione Elogios Coca-Cola e Avon"
Imagem: Duas irmãzinhas reunidas no quarto. Uma segura um copo da Coca-Cola enquanto a mais nova está em frente ao espelho com produtos da Avon, quando esta diz:
- Minha mãe é linda!
- A minha é muito mais legal – diz a mais velha.
- A minha está sempre bonita, meu pai não pára de elogiar!
- A minha faz de tudo pra me agradar.
A mãe chama as meninas pra jantar: "Meninas!". Quando as meninas estão descendo as escadas, a marca da promoção aparece na tela, enquanto o locutor anuncia a promoção.
Essa propaganda foi denunciada ao Ministério Público tendo em vista que os anunciantes Coca-Cola e Avon cometeram erros. O consumidor que comprasse o refrigerante pagaria mais uma quantia, ganhando produtos Avon e um copo ilustrado. Foi considerado que a publicidade era abusiva por se dirigir ao público infantil, incentivar o consumo de refrigerantes, usar comandos imperativos e praticar a venda casada. Ambas as empresas alegaram que o público alvo era as mães e não as crianças, não incentivando o consumo de refrigerante. Segundo o Instituto Alana, o público alvo da Coca-Cola são as crianças. O que comprova que a comunicação se dirigia a esse público é utilização das atrizes infanto-juvenis.

5 CONCLUSÂO

Os estudos e análises de propagandas direcionadas às crianças, veiculadas na televisão, demonstraram a forte influência ao consumismo infantil. Crianças são fáceis de serem convencidas e, por permanecerem muito tempo em frente à televisão, são bombardeadas com comerciais nos intervalos dos desenhos e programas a que assistem.
Pais e educadores já não têm mais controle sobre os pequenos e acabam sendo manipulados pelo desejo dos filhos de possuírem os objetos, brinquedos e alimentos por eles almejados. Susan Linn, professora da Escola Médica de Harvard, diretora associada do Centro de Mídia Infantil Judge Baker e co-fundadora da Coalização pelo fim da exploração comercial infantil afirma:
Como pode uma família, sozinha, proteger seus filhos de uma indústria que gasta US$ 15 bilhões anualmente para manipulá-los? É uma luta ainda mais difícil porque uma das técnicas primárias que os profissionais de marketing usam para manipular as crianças é denegrir os adultos e enfraquecer a autoridade dos pais.
As análises detalhadas de cada comercial evidenciaram o desenvolvimento precoce para vida adulta, estimulando a vaidade, o glamour, o culto ao corpo e à aparência perfeitos (cabelos, roupas e acessórios), de forma a inseri-los e torná-los aceitos pela sociedade. A influência negativa dos apelos vinculados na TV provoca também a formação de crianças egoístas, individualistas, chantagistas e manipuladoras.
A ideologia do consumo imposta nas sociedades capitalistas aliena pais e a sociedade como um todo, fazendo com que percam o poder de limite da negação do consumo desenfreado. Programas de educação para o consumo consciente, já realizado por algumas empresas, são formas amenizar o problema, fazendo com que as crianças possam usufruir cada fase da infância naturalmente.



Autores: Alessandra Sereda | Débora Salazar Bonfim | Elaine Cristina Schafhauser | Érica Fernanda Costa Verbinski | Karimy Nisio Monteiro Rogich Vieira
Fonte: http://jus.uol.com.br/revista/texto/14028/sociedade-e-consumo-analise-de-propagandas-que-influenciam-o-consumismo-infantil

 Postado por: Ícaro Tácito